Obras sem data

Detalhes da obra

Adoração dos Magos — Adoration of the Magi — Adorazione dei Magi

Correggio, Antonio da (Antonio Allegri)

Óleo sobre tela | (circa 1515 - 1518)

Pinacoteca di Brera | Brera - Itália

Dimensões da obra: 8a x 108 cm

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A pintura chegou em Brera em 1895, atribuída a Scarsellino e proveniente da coleção do cardeal Cesare Monti, coleção essa que em 1650 tinha ido para a Arquidiocese de Milão. O primeiro a referir a obra como sendo de Correggio foi Berenson no final do século XIX, seguido pelo resto dos críticos, datando-a como sendo da fase inicial do pintor. Talvez tenha sido o caráter "dossesco" do Landsknecht sentado no meio, sobre a escada, que tenha enganado os editores do inventário Monti (1638), que viram ali um estilo ferrarense.

Não se sabe se o trabalho já pertencia à coleção de pinturas formadas por Cesare Monti em Roma, antes de sua entrada triunfal em Milão em 1635. De 1638 em diante, a obra permaneceu na capital lombarda, tendo sido registrada em detalhes no Instrumentum impresso em 1650, que lista as pinturas doadas pelo arcebispo aos seus sucessores. O prelado devia nutrir um interesse particular em Correggio, já que em sua coleção encontrava-se quatro cópias de suas obras (uma
Orazione nell'orto realizada por Fede Galizia, duas cópias do Martirio dei quattro santi e do Compianto da Cappella del Bono e uma cópia da figura de Maria Madalena ferida, descontextualizada do mesmo Compianto), que contribuiu para o crescimento do clima filocorreggesco que já havia se iniciado na Milão pré-seicentista.

Em particular, a Adorazione dei Magi inspirou um baixo-relevo do mesmo tema executado por Volpino, em 1675, para a Certosa di Pavia (complexo religioso padano).

O sentido de uma paisagem de conto de fadas, a complexidade da composição e a artificialidade das poses de alguns dos personagens tornam a pintura um exemplo de "protomanierismo", inspirado em pintores da Emilia Romagna da época, como Lorenzo Costa, Dosso Dossi, LudovicoMazzolino  e Leonbruno . Não é de estranhar, portanto, que uma obra como esta exerceu um certo fascínio no final do século XVII, mesmo que apenas para a construção do espaço com dois pontos de fuga distintos, que conforma a imagem em um dinamismo precário também reforçado pelas poses flutuantes dos personagens e pelo arranjo assimétrico, anticlássico da cena. Esses motivos e outros sugeriram a Longhi, com razão, datar a obra num fase posterior à Madonna di San Francesco, particularmente entre 1515 e 1518.

A lição de Leonardo ainda é muito presente, embora já totalmente personalizada, tanto no uso da técnica do sfumato (caso do grupo fumegante de anjos trançados na coluna), quanto em citações, como na elegante pose do rei negro, que vem de modelos antigos, talvez reinterpretados à luz da Leda perdida do
mestre florentino (ver em imagens comparadas).

Texto extraído de: http://it.wikipedia.org/wiki/Adorazione_dei_Magi_%28Correggio%29

Responsável: Ianick Takaes

Dados sobre o Warburg

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