Obras sem data

da Vinci, Leonardo

Leonardo da Vinci foi um artista florentino, um dos grandes mestres da Alta Renascença, tenso sido um celebrado pintor, escultro, arquiteto, engenheiro e cientista. Seu profundo amor pelo conhecimento e pesquisa foi o cerne de suas atividades artísticas e científicas. Suas inovações no campo da pintura influenciaram o percurso da pintura italiana por mais de um século após sua morte, e seus estudos científicos — particularmente nos campos da anatomia, ótica e hidráulica — antecipous muitos dos desenvolvimentos da ciência moderna. Leonardo nasceu em 15 de Abril, 1545, na pequena cidade toscana de Vinci, próxima a Florença. Ele era o filho de um rico notário florentino e de uma camponesa. Em meados de 1460 a família estabeleceu-se em Florença, onde Leonardo recebeu a melhor educação que a cidade, o centro intelectual e artístico da Itália, poderia oferecer. Ele rapidamente avançou social e intelectualmente. Era bonito, persuasivo na conversação e um refinado músico e improvisador. Cerca de 1466 tornou-se aprendiz como ‘garzone’ (garoto de estúdio) para Andrea del Verrocchio, o principal pintor e escultor florentino de seu tempo. Na oficina de Verocchio, Leonardo foi introduzido a muitas atividades, da pintura de altares e imagens de painéis à criação de grandes projetos escultóricos em mármore e bronze. Em 1472 foi inscrito na guilda dos pintores de Florença, e em 1476 ainda é mencionado como assistente de Verrocchio. No ‘Batismo de Cristo’ de Verrocchio (circa 1470, Uffizi, Florença) o anjo ajoelhado à esquerda da pintura é de Leonardo. Em 1478 Leonardo tornou-se um mestre independente. Sua primeira comissão, que consistia na pintura de um altar para a capela do Palazzo Vecchio, sede do conselho florentino, nunca foi executada. Sua primeira grande pintura, ‘A Adoração dos Magos’ (iniciada em 1481, Uffizi), nunca terminada, foi ordenada em 1481 para o Monastério de San Donato a Scopeto, Florença. Outros trabalhos atribuídos a sua juventude são o chamado ‘Benois Madonna’ (c. 1478, Hermitage, Saint Petersburg), o retrato de ‘Ginerva de’Benci’ (c. 1474, National Gallery, Washington, D.C.) e o inacabado ‘São Gerônimo’ (c. 1481, Pinacoteca, Vaticano). Cerca de 1482, Leonardo entrou ao serviço do duque de Milão, Ludovico Sforza, tendo escrito ao nobre uma surpreendente carta em que declarava ser capaz de construir pontes portáveis; que conhecia as técnicas de construção de bombardeiros e da fabricação de canhões; que poderia construir navios assim como veículos blindados, catapultas e outras máquinas de guerra; e que capaz de executar esculturas de mármore, bronze e argila. Serviu como o engenheiro principal das numerosas empresas militares do duque e era também ativo como um arquiteto. Além disso, assistiu ao ao matemático italiano Luca Pacioli no celebrado trabalho ‘Divina Proportione’ (1509). Evidências indicam que Leonardo tinha aprendizes e pupilos em Milão, para quem ele provavelmente escreveu os vários textos posteriormente compilados no ‘Tratado da Pintura’ (1651; trad. 1956). A mais importante das suas pinturas de seu período milanês foi a “Virgem das Rochas’, da qual existem duas versões (1483-85, Louvre, Paris; 1490s a 1506-08, National Gallery, Londres); ele trabalhou nas composições por um longo período, como era seu costume, aparentemente desinteressado em terminar o que começara. De 1495 a 1497 Leonardo trabalhou em sua obra-prima, ‘A Última Ceia’, um mural no refeitório do Monastério de Santa Maria delle Grazie, Milão. Infelizmente, seu experimental uso de olho sobre gesso seco (em que estava a fina parede externa de um espaço designado para servir comida) era tecnicamente instável, e por volta de 1500 já iniciava a deterioração. Desde 1726 tentativas foram feitas, sem sucesso, para restaurá-la; uma conjunta restauração e programa de conservação, fazendo uso de tecnologia de ponta, iniciou-se em 1977 está revertendo um pouco do dano. Ainda que muito da superfície original inexista, a majestosidade da composição e a penetrante caracterização das figuras dão uma fugaz do esplendor desaparecido. Durante sua longa estadia em Milão, Leonardo também produziu outas pinturas e desenhos (a maioria dos quais se perdeu), design de teatros, desenhos arquitetônicos e modelos para o domo da Catedral de Milão. Sua maior comissão foi o colossal monumento de bronze para Francesco Sforza, pai de Ludovico, no pátio do Castello Sforzesco. Em dezembro de 1499, entretanto, a família Sforza foi expulsa de Milão por forças francesas; Leonardo deixou a estátua sem terminar (destruída por arqueiros franceses, que a usaram como alvo) e retornou para Florença em 1500. Em 1502 entrou ao serviço de Cesare Borgia, duque da Romanha, filho e general chefe do Papa Alexandre VI; trabalhando como o principal arquiteto e engenheiro do duque, Leonardo supervisionou as obras das fortalezas dos territórios papais da Itália central. Em 1503 ele era o membro de uma comissão de artistas que iriam decidir a apropriada locação do David (1501-04, Accademia, Florença), a famosa estátua colossal de Mármore realizada pelo escultor italiano Michelangelo, e também serviu como engenheiro na guerra contra Pisa. Pelo final do ano Leonardo iniciou o desenho da decoração do grande salão do Palazzo Vecchio. O tema era a ‘Batalha de Anghiari’, uma vitória florentina em sua guerra com Pisa. Realizou inúmeros desenhos para este fim e completou um cartão de tamanho completo, ou esboço, em 1505, mas nunca terminou a pintura mural. O cartão em si foi destruído no século 17, mas a composição sobrevive em cópias, da qual a mais famosa foi realizada pelo pintor flamengo Peter Paul Rubes (c. 1615, Louvre). Durante seu segundo período florentino, Leonardo pintou diversos retratos, mas o único que permanece é a famosa ‘Mona Lisa’ (1503-06, Louvre). Um de seus mais celebrados retratos já realizados, também é conhecida com ‘La Gioconda’, por conta do presumido nome do marido da mulher. Leonardo parecia possuir um especial afeição pela pintura, pois a carregou com si em suas viagens subsequentes. Em 1506, Leonardo foi mais uma vez a Milão, convocado por seu governador francês, Charles d’Amboise. No ano seguinte ele foi nomeado pintor da corte do rei Louis XII da França, que estava então residindo em Milão. Nos próximos seis anos Leonardo, dividiu seu tempo entre Milão e Florença, visitando seus meio irmãos e irmãs e cuidando de sua herança. Em Milão ele continou seus projetos de engenharia e trabalhou na figura equestre para o monumento de Gian Giacomo Trivulzio, comandante das forças francesas na cidade; ainda que o projeto nunca tenha sido completado, desenho e estudos foram preservados. De 1514 a 1516 Leonardo viveu em Roma sob o patrocênio do Papa Leão X: ele hospedou-se no Palazzo Belvedere no Vaticano e parece ter se ocupado primordialmente com experimentos científicos. Em 1516 ele viajou para França, entrando ao serviço do Rei Francis I. Passou seus últimos anos no Château de Cloux (posteriormente conhecido como Clos-Lucé), perto do palácio de verão do rei em Amboise no Loire, onde morreu em 2 de Maio de 1519.

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