Obras sem data

Klimt, Gustav

Gustav Klimt nasceu em 14 Julho de 1862, em Baumgarten, perto de Viena. Foi o segundo de sete filhos de um gravador boémio. Frequentou a Academia de Viena entre os catorze e os vinte e dois anos, onde foi aluno de Ferdinand Laufberger e de Julius Victor Berger. Depois juntou-se ao seu irmão Ernst e ao pintor Franz Matsch, em decorações para o Kunsthistorisches Museum de Viena, teatros, e as termas de Karlsbad na Tchecoslováquia. A morte de Ernst, em 1892, acabou com a sociedade, deixando Klimt incapaz de pintar durante seis anos. Quando retomou o pincel em 1897, o seu estilo estava completamente alterado. A partir de 1890, tivera a oportunidade de ver pinturas impressionistas, neo-impressionistas, pontilhistas e simbolistas em exposição em Viena. Estas, e o seu contacto com obras da Irmandade Pré-Rafaelita, com o americano James Mcneill Whistler e com o holandês Jan Toorop, deram a Klimt o estímulo de que este necessitava para desenvolver uma forma especificamente austríaca da Arte Nova. Quando a Sezession Vienense foi fundada, em 1897, para promover este novo estilo, Klimt foi o seu primeiro presidente. Através de artigos e desenhos para o jornal Ver Sacrum, que foi fundado para o mesmo fim, estendeu também a Arte Nova à Ilustração do livro austríaco. Contudo, os problemas que o preocuparam foram ainda os relacionados com a decoração de interiores. As três decorações de tectos que lhe foram encomendadas pela Universidade de Viena em 1900-1903 (destruídas em 1945) mostraram como a Arte Nova podia ser adaptada às necessidades da pintura monumental. Quando as autoridades se recusaram a erguê-las, o próprio Klimt comprou-as de novo. Num friso do mesmo período, concebido como uma interpretação livre da Nona Sintonia de Beethoven e exposto na Sezession, as figuras esguias e expressivas lembram pinturas dos pré-rafaelitas e de Edvard Munch. Em 1905, Klimt deixou a Sezession, e até 1908 colaborou num mural de mosaico e esmalte sobre mármore para a sala de jantar do Palácio Stoclet, em Bruxelas. A têmpera foi a técnica utilizada neste mural e de entre os vários materiais destaca-se a folha de ouro e de prata. Nesta altura, Klimt fazia uso generalizado de formas em espiral, colocando as figuras de tal maneira que os espaços entre elas se tornavam tão importantes como as próprias figuras. Em 1908, foi-lhe concedida uma medalha de ouro em Roma, após o que se formou o Grupo Klimt. Por essa mesma altura, começou a intensificar as suas cores e desenhos, criando uma tensão pela apresentação de contrastes entre formas lisas e plásticas. Em 1908 expõe 16 telas na Kunstschau. A Galeria de Arte Moderna compra \"As Três Idades da Vida\" e a Österreichische Staatsgalerie compra o quadro \"O Beijo\". Em 1910 participa com sucesso na 9ª Bienal de Veneza. E em 1911, na Exposição Internacional de Roma, recebe o primeiro prémio com o quadro \"A Vida e a Morte”. Klimt passava todos os verões no Attersee, o maior lago da Áustria. Achou a sua paisagem inspiradora e algumas das suas obras mais conhecidas foram ali pintadas, incluindo O Beijo. As obras em tela de Klimt foram relativamente poucas e ele considerava-se sobretudo muralista, que foi a sua via primordial para o sucesso. Em 1917, Klimt foi nomeado membro honorário das Academias de Viena e de Munique. No Ano seguinte, a 6 de Fevereiro, morreu em Viena, depois de ter aberto caminho à moderna arte austríaca. (Responsável: Lilian Papini)

Dados sobre o Warburg

19524

5910

3851

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