Obras sem data

Warburg, Aby (Abraham Moritz Warburg)

(Hamburgo, 13 de junho de 1866 — 26 de outubro, 1929)
Seus familiares tinham ascendência judia e era composta de banqueiros. Por ser o filho mais velho, lhe competia a responsabilidade de dirigir os negócios da família, mas como não demonstrou grande interesse, seu irmão Max assumiu o encargo, assegurando antes sua estabilidade financeira necessária para se devotar à carreira acadêmica.
Estudou em Bonn, Munique, Berlim e Estrasburgo, concentrando-se em arqueologia e em história, mas a medicina, psicologia e história de religião também lhe interessavam como objeto de estudo.
Tratou em sua obra do problema da transição da iconografia antiga à cultura européia moderna, \"a volta da vida ao antigo\", como ele mesmo dizia. Dedicou-se principalmente ao estudo do Renascimento italiano, e à comprovação da tese de que um paganismo de caráter dionisíaco havia renascido nesse período da história da arte. Sua tese de doutorado foi sobre duas pinturas de Sandro Botticelli, O Nascimento da Vênus e Primavera.
Em 1896, chefiou um estudo etnológico sobre os índios Hopi e Navajo, nos EUA, permanecendo por seis meses entre eles. Em sua viagem à América, documentou os costumes e tradições místicas dos nativos Hopi utilizando-se de fotos e texto.
Em 1897, casou com a escultora e pintora Mary Hertz, com a qual já tinha um relacionamento há dez anos, enfrentando forte oposição de ambas as famílias. Realizaram cerimônia católica, embora Warburg fosse judeu (não-praticante). Ambos tiveram três filhos: Max, Marietta e Frede.
Em uma palestra de 1905, Dürer und die italienische Antike, proferida em Leipzig, expõe seu conceito de Pathosformeln, o princípio da presença na arte européia do gesto expressivo que vem da Antigüidade pagã e de sua inversão: o gesto mais expressivo pode reaparecer transmutado em seu oposto.
Em 1912, Warburg é um dos promotores da Conferência Internacional de História da Arte sediada em Roma. É quando ministra uma palestra, considerada o batismo da iconologia. O assunto era a interpretação dos afrescos do Palazzo Schifanoia, em Ferrara, que Warburg consegue relacionar com as tradições astrológicas árabe e indiana. O título da palestra é \"Arte italiana e astrologia internacional no Palazzo Schifanoia, Ferrara\".
Warburg sofria de depressão e apresentava sintomas de esquizofrenia. Internou-se na clínica Bellevue (a mesma clínica em que Friedrich Nietzsche havia se internado trinta anos antes), situada em Kreuzlingen, Suíça, em 1919, dirigida por Ludwig Binswanger, um discípulo de Sigmund Freud. Teve alta em 1924 depois de demonstrar sua sanidade ao ministrar uma conferência para os médicos e pacientes da clínica sobre sua expedição junto aos índios nos EUA.
No retorno ao trabalho, nos cinco anos restantes de sua vida, coordenou a Biblioteca Warburg e produziu material para o inacabado Atlas Mnemosine, consciente do estado precário de sua saúde mental.
Morreu em 26 de outubro de 1929, de ataque cardíaco, após voltar de uma viagem a Itália, na qual visitou Florença e Roma (assistiu à assinatura do Tratado de Latrão, que restringiu os Estados Pontificais da Igreja Católica à Cidade do Vaticano). Vale lembrar que Warburg morreu em plena convulsão do Crack da Bolsa de Nova Iorque.
extraído do Wikipédia. Responsável: Martinho Junior

Dados sobre o Warburg

21649

6155

4698

© 1994-2020 CHAA – Centro de História da Arte e Arqueologia | CONTATO | SOBRE O SITE