Obras sem data

Bacon, Francis

(1909-1992). Pintor britânico.
Nasceu em Dublin, filho de pais ingleses, e veio a Londres em 1925, estabelecendo-se por certo tempo como decorador de interiores. Não recebeu ensino formal de pintura; seus primeiros desenhos e aquarelas foram realizados em 1926-1927, e seus primeiros óleos em 1929.

Bacon participou de duas exposições coletivas na Mayoer Gallery em 1933, montou uma exposição individual na Transition Gallery, em 1934, e expôs também em 1937 no evento 'Jovens Pintores Ingleses' da Agnew Gallery.
Nessa época, entretanto, destruiu boa parte de suas obras anteriores e retirou-se do olhar público até 1945, quando seus Três Estudos para Figuras à Base de uma Crucificação (Tatem Londres), pintados no ano anterior, foram expostos na Lefevre Gallery, fazendo de Bacon, do dia para noite, o pintor mais controverso da INglaterra do pós-guerra.

John Russel comentou a respeito desse tríptico: 'A arte britânica nunca mais foi a mesma desde aquele dia de abril... quando três das pinturas mais estranhas já expostas em Londres foram incluídas, sem aviso prévio, numa exposição na Lfevre Galley. Os visitantes... foram surpreendidos por imagens tão desoladoras e terríveis, que à vista delas a mente cerrava-se num estalo sobre si mesma...' O impacto emocional evocado pelas obras de Bacon reside não apenas nas imagens - tipicamente, figuras únicas em situação de isolamento e desespero -, mas também no tratamento que ele dava às tintas, por meio do qual deformava faces e corpos, criando um amontoado de protuberâncias mal definidas que sugerem a ideia de criaturas larvais e informes saídas de um pesadelo.

Suas figuras apresentam-se, caracteristicamente, ]á frente de estruturas vazias construídas segundo uma perpectiva irreal e onírica. O próprio Bacon afirmava 'A arte é um método para despertar novas áreas de sentimento, e não a mera ilustração de um objeto... Gostaria que minhas pinturas dessem a impressão de que um ser humano passou pelo meio delas, como uma lesma, deixando aí rastros de sua presença e resquícios da memória de eventos passados, assim como uma lesma deixa rastros de sua baba'.

A obra de Bacon já figurou em numerosas exposições na Europa e nos Estados Unidos, granjeando para ele reputação internacional de ser um dos gigantes da arte contemporânea. No catálogo de uma grnade exposição retrospectiva de sua obra, ocorrida na Tate Gallery em 1985, o diretor da galeria, Alan Bowness, qualificou Bacon como 'o maior pintor vivo', juízo com o uqal concordariam muitos críticos contemporâneos.

Extraído do Dicionário Oxford de Arte.

Dados sobre o Warburg

19707

6003

3860

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