Obras sem data

Orléans, François Philippe d\', Joinville, Prince de

François Ferdinand Philippe Louis Marie d\'Orléans (em português, Francisco Fernando Filipe Luís Maria d\'Orleães), Príncipe de Joinville, (Neuilly-sur-Seine, 14 de agosto de 1818 - Paris, 17 de junho de 1900) foi um almirante francês, terceiro filho do Rei de França Luís Filipe I de Orléans e de Maria Amélia de Bourbon-Sicília, princesa de Nápoles. Biografia O príncipe foi educado para os seviços navais e, em 1836, tornou-se tenente da Marinha francesa. No comando da corveta La Creole ele mostrou grande experiência e ousadia durante a guerra contra o México, atacando as baterias de San Juan d\'Ulloa e, dias depois, liderando um destacamento de fuzileiros contra a cidade de Vera Cruz, fazendo prisioneiro o general mexicano Vista. Por tal feito, foi condecorado com a cruz da Legião de Honra e promovido a capitão. Em 1840 foi ao Brasil no comando da fragata La Belle Poule, que levou os restos mortais de Napoleão Bonaparte da Ilha de Santa Helena, no meio do Oceano Atlântico, de volta para a França. Em 1843 esteve novamente no Brasil com sua fragata, mas para se casar com a princesa D. Francisca de Bragança, filha de Dom Pedro I e de D. Maria Leopoldina de Áustria e irmã de Dom Pedro II. Francisca de Bragança e Habsburgo nascera no Rio em 2 de agosto de 1824 e morreu em Paris em 27 de março de 1898, estando sepultada em Dreux. O casamento foi efetuado a 1 de maio. Francisca recebeu por dote um milhão de francos ou seja 750 contos e mais terras em Santa Catarina, terras devolutas na Província de Santa Catarina, no Sul do Brasil, com 25 léguas quadradas, ou três mil braças, situadas a nordeste da Província, à margem esquerda do rio Cachoeira. Não as terras próximo da Guiana Francesa que desejava a coroa francesa. No mesmo ano foi promovido a contra-almirante e tomou posse como membro do conselho do Almirantado, ativamente buscando a organização da marinha a vapor. Em 1845 foi nomeado comandante da frota do mediterrâneo, ficando ao longo da costa africana. Quando de seu mandato, bombardeou Tânger e tomou Mogador, tornando-se, por estes feitos, vice-almirante. Depois do golpe de Estado de 1848, o príncipe de Joinville (servindo na Argélia, na ocasião) renunciou às suas funções, seguindo para o exílio, com sua família, na Inglaterra, ficando em Claremont. Falidos e no exílio, os príncipes de Joinville negociaram as terras com a Companhia Colonizadora Alemã, do Senador Christian Mathias Schroeder, rico comerciante e donos de alguns navios. Assim nasceu a Colônia Dona Francisca, mais tarde Joinville, hoje a maior cidade do Estado de Santa Catarina. Quando irrompeu a guerra civil americana, o príncipe de Joinville, juntamente com seu filho e dois sobrinhos, foi a Nova Iorque oferecer seus serviços ao presidente Abraham Lincoln. Após a queda do império na França, na década de 1870, o príncipe de Joinville serviu no exército do Loire sob o pseudônimo americano \"Coronel Leitherod\", retirando-se da vida pública em 1876, passando para a reserva com a patente de vice-almirante. Escreveu livros sobre assuntos navais e militares, como \"Estudos navais\"; \"Inglaterra: um estudo do auto-governo\"; \"A guerra americana: campanha no Potomac\" e \"Outra palavra sobre Sadowa\". O príncipe de Joinville teve dois filhos: princesa Françoise Amélie d\'Orleans, que casou com Robert, príncipe de Orleans e duque de Chartres, e o príncipe Pierre Philippe Jean Marie, duque de Penthièvre. A causa do falecimento do príncipe de Joinville foi pneumonia. Wikipedia responsável: Jorge Coli

Dados sobre o Warburg

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