Obras sem data

Visconti, Eliseu d'Angelo

Eliseo d'Angelo Visconti (Giffoni Valle Piana, 30 de julho de 1866 — Rio de Janeiro, 15 de outubro de 1944) foi um pintor, desenhista e designer ítalo-brasileiro ativo entre os séculos XIX e XX. É considerado um dos mais importantes artistas brasileiros do período. 
Nascido na região italiana da Campânia, emigrou com a família para o Brasil entre 1873 e 1875. A família instalou-se no Rio de Janeiro, onde Visconti estudou no Liceu de Artes e Ofícios (1883) e na Academia Imperial de Belas Artes (1885). Foi discípulo de Zeferino da Costa, Rodolfo Amoedo, Henrique Bernardelli, José Maria de Medeiros e Victor Meirelles. 
Venceu em 1892 o primeiro concurso da República para o prêmio de viagem ao estrangeiro, da Escola Nacional de Belas Artes, seguindo no ano seguinte para a França. 
Aprovado em 7° lugar no processo de admissão da École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, abandona essa conservadora Escola ainda em 1894 e inscreve-se na École Normale d'enseignement du dessin (École Guérin), onde foi aluno de Eugène Samuel Grasset, considerado uma das mais destacadas expressões do Art Nouveau. Frequenta também a Academia Julian, tendo como mestres Bouguereau e Ferrier. 
De temperamento inquieto e espírito aberto às inovações, Visconti mostra, em importantes trabalhos do período de sua formação na França, influências dos movimentos simbolista, impressionista e art-nouveau. 
Realizou sua primeira exposição individual em 1901, na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde, além das telas a óleo, expôs trabalhos de arte decorativa e de arte aplicada às indústrias, resultado de seu aprendizado com Grasset. Sua produção nesse campo situa-o como introdutor do art-nouveau nas artes gráficas no Brasil. Desenhou selos, ex-libris, cartazes, projetos de pratos e de jarros para serem executados em cerâmica, vitrais, marchetaria, luminárias, estamparia de tecidos e papel de parede, dando os primeiros passos para o surgimento de uma profissão décadas mais tarde - o designer. 
Aquela primeira exposição de Visconti, que teve boa acolhida entre críticos da época como Gonzaga Duque, seria em parte responsável pelo convite que lhe fez o prefeito Pereira Passos para executar os trabalhos de decoração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, realizados em Paris, em duas etapas. Entre 1905 e 1908 Eliseu Visconti executa o pano de boca, o plafond (teto sobre a platéia) e o friso sobre o palco (proscênio). E entre 1913 e 1916, pinta os painéis do foyer do Theatro, considerados a obra prima da pintura decorativista no Brasil. 
Durante esses períodos de permanência na França, no início do século XX, Visconti assimila definitivamente as lições do impressionismo, incorporadas essencialmente às paisagens de Saint Hubert na região de Mosela. 
Em junho de 1906, Visconti foi eleito para substituir Henrique Bernardelli na primeira cadeira de Pintura da antiga Escola Nacional de Belas Artes, cargo que só veio a assumir no ano seguinte, e no qual permaneceu até 1913, quando pediu exoneração. Entre seus discípulos podem ser destacados Marques Júnior, Henrique Cavalleiro e Guttmann Bicho, entre outros artistas que se afirmariam na cena artística carioca dos anos 1920. Em curso particular foi também mestre de Manoel Santiago, e entre 1934 e 1936 ministra um curso junto à Escola Politécnica do Rio de Janeiro, uma das primeiras incursões pelo ensino de design no Brasil.
Para Mário Pedrosa, com as paisagens de Saint Hubert e de Teresópolis, Visconti é o inaugurador da pintura brasileira, o seu marco divisório. "Nasce uma nova paisagem na pintura do Brasil [...] Foi pena que o movimento moderno brasileiro, no seu início, não tivesse tido contato com Visconti. Os seus precursores teriam tido muito que aprender com o velho artista, mais experimentado, senhor da técnica da luz, aprendido diretamente na escola do neo-impressionismo." Ninguém na pintura brasileira tratou com idêntica maestria esse tema perigoso da luz tropical. 
Trabalhador incansável e artista de vanguarda, Visconti produziu obra de valor universal, utilizando como instrumental, ao longo de suas diversas fases, técnicas e influências renascentistas, art-nouveau,  pré-rafaelitas, realistas, impressionistas e pontilhistas.  
Morto em 15 de outubro de 1944 em seu ateliê em circunstâncias não totalmente esclarecidas, sua atualidade permanece, retratada em obras com tal grau de versatilidade que, se o colocaram como o mais expressivo representante do impressionismo e figura exponencial no surgimento da pintura moderna, revelam-no também como pioneiro do design no Brasil. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ver o site, muito completo: http://www.eliseuvisconti.com.br/ responsável: Jorge Coli

Dados sobre o Warburg

19524

5910

3851

© 1994-2019 CHAA – Centro de História da Arte e Arqueologia | CONTATO | SOBRE O SITE